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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

5ª Mostra Possíveis Sexualidades - SSA 2012

Foi uma honra o filme "Elección" competir na 5ª edição da Mostra Possíveis Sexualidades. O evento ocorreu de 17 a 21 de outubro de 2102, na belíssima e calorosa Salvador.

Um representante da Exotique Filmes esteve por lá a fim de ver de perto a impecável organização do evento, além da maravilhosa seleção de filmes.

A programação de curtas foi dividida da seguinte maneira: MOSTRA CURTAS
Mostra Especial (CURTAS LÉSBICOS)

Luz(Pablo Aragüés, Espanha, 2010, 14mim.)
Luz é uma jovem lésbica. Sua mãe, doente em estado terminal, não é capaz de assumi-la. Porém, Luz será capaz de qualquer coisa para que sua mãe saiba do amor que sente por ela.

El cielo de los ratones(Carla Teresa Cavina, Puerto Rico, 2009, 20mim.)
Uma mãe, uma criança e uma amante se encontram e desencontram no amor.

El patio de mi casa(Pilar Gutiérrez, Argentina, 2010, 24mim)
Maria, seu filho Jonas, e Laura são vizinhos e vão descobrir que possuem muitas coisas em comum, mas do que pensavam.

Doble fila(Olaf González Schneeweiss, Espanha, 2011, 14mim.)
Após o acidente de sua esposa Empar, Maribel terá que tomar uma importante decisão.

CURTAS NACIONAIS CONVIDADOS (FORA DE COMPETIÇÂO):

Desvelo( Clarissa Rebouças, Brasil, 2012, 15 mim)
Luzia se apaixona por Léo, mas para viver esse amor precisa fugir da cidade em que vive e do ciúmes de seu ex namorado, Diogo . Durante o caminho, o casal passa por aventuras onde Luzia descobre a verdadeira identidade de Léo e conhece o que é o amor.

Joelma (Edson Bastos, Brasil, 2011, 20mim)
O curta narra os conflitos da personagem título, que diante da não aceitação da sua identidade de gênero por parte de seu pai, é posta pra fora de casa, mudando-se para Salvador. Lá, conhece Antônio, um mendigo, por quem se apaixona e casa. Após fazer a cirurgia de redesignação sexual retorna para Ipiaú, sua cidade natal, onde tem sua rotina bruscamente alterada, com o surgimento de João, pivô do assassinato que mudará sua história.

Quem tem medo de Cris Negão? (René Guerra, Brasil, 25 min)
Um mergulho no universo marginal das travestis a partir da figura lendária e violenta de Cristiane Jordan ou Cris Negão, cafetina do centro de São Paulo.

Os Sapatos de Aristeu (René Guerra, Brasil, 2008, 17 min.)
Uma travesti morta é preparada para o velório por suas companheiras. Após receber o corpo, a família resolve, no entanto, enterrá-lo como homem.


MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS:

PROGRAMA 1: Descobertas
Depois da curva (Helton Paulino, PB, 2009, 18 min.)
Uma viagem de trabalho faz um motorista iniciante reavaliar seus sentimentos e uma antiga amizade.

Lamúria (Nathan Cirino, PB, 2011, 15 min.)
Bruno precisa compor um poema para uma aula de literatura. A elaboração da tarefa será uma tentativa de expressar o que sente pelo professor.

Maçã (Pedro Paulo de Andrade, SP, 2011, 11 min.)
Uma abordagem do desejo naquilo que ele pode ter de dúvida, de variedade e até de fantástico.

Parede branca do que poderia ser (Pedro Paulo de Andrade, SP, 2011, 17 min.)
Compondo juntas uma canção, duas jovens vão se deparar com sentimentos, que encontram uma forma inusitada de se expressar.


PROGRAMA 2 – Desilusões

Diálogo (Dannon Lacerda, RJ, 2010, 18 min)
Proximidade e distanciamento. O universo de Caio e Fernando reflete situações e sentimentos comuns nas relações de sexo e amor.

Elección (Daniel Torres, SP, 2011, 11 min)
“Elección”, em espanhol, é escolha. A diversidade de opções pode nos tornar cegos diante de nossas próprias escolhas.

O Convite (Geovane Peixoto, BA, 2012, 10 min.)
Prestes a se casar com uma mulher, jovem gay precisa encontrar uma maneira de se libertar dos padrões impostos pela sociedade, religião e família.

Ontem (Patricia Galucci, SP, 2010, 12 min.)
A adolescente Helena foge de seu cotidiano para ter uma esperada noite de amor em um hotel. Na ocasião, ela se vê diante de perdas e desilusões.


PROGRAMA 3: Redescobertas

A Melhor Idade (Adriano Big, BA, 2012, 5 min.)
A sexualidade madura desconstruindo preconceitos, paradigmas e a ditadura da imagem.

Irene (Patricia Galucci & Victor Nascimento, SP, 2011, 13 min)
Uma senhora vê seu isolamento perturbado pela inesperada visita da neta com uma amiga, algo que faz aflorar sentimentos antes esquecidos.

Solemne Simpatia (Pedro Dell’Orto, Brasil-Argentina, 2011, 10 min.)
Um homem com desejo de se vestir como mulher é vigiado por uma curiosa vizinha.



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Revista TRIP apoia a causa gay. Comprem!

VAMOS FALAR DE SEXO
Fonte: Revista TRIP

“Sim, há uma diferença” dizia antigamente um adesivo que reproduzia as figuras de um menino e de uma menina. Cada um olhava para dentro do próprio short, depois de uma espiada no interior do shortinho do outro. Ambos tinham no rosto uma expressão de espanto. A tal imagem, que habitava para-brisas de carros, álbuns de figurinhas e peitos de camisetas por toda a parte, não só revelava a ingenuidade que de alguma forma reinava, contrastando com a dureza dos anos 70, mas talvez também resumisse a ignorância e o raciocínio simplista vigentes até hoje quando se trata de sexualidade.
Não há “uma diferença”. São centenas, milhares, infinitas talvez. E ainda interpretando o que diz aquela aparentemente inexpressiva ilustração, a genitalização excessiva da sexualidade é algo tão tosco e reducionista quanto imaginar que a genialidade de um astro do futebol esteja depositada apenas na ponta dos seus pés.

A intenção desta edição da Trip é retomar um dos temas mais antigos e ao mesmo tempo mais urgentes e necessários, o enorme espectro de orientações, desejos, fantasias, hábitos e comportamentos que condensamos na expressão “diversidade sexual”. Nosso desconhecimento, nossas travas e a amplitude do potencial inexplorado são igualmente oceânicos, como se verá ao longo destas páginas. A sexualidade dos brasileiros, sempre tão falsamente lida como liberada e resolvida, é de fato estreita, reprimida e confusa. E não é muito diferente em quase todo o resto do mundo.
Vejamos o outro lado agora. Se nossa ignorância abissal gera preconceito, violência e sofrimento inadmissíveis (veja na matéria da pág. 76 nossa opinião sobre a urgência da criminalização da homofobia no Brasil), é também na visão otimista que fazemos questão de manter em tela, da mesma grandeza do que poderá acontecer em termos de evolução social, amorosa e sensual, quando conseguirmos nos livrar minimamente dessa ignorância, entendendo um pouco mais e melhor como funcionam nosso corpo, nossos sentimentos e nossa alma.
Essa é a nossa intenção legítima, ao produzir uma edição inteiramente dedicada a explorar de forma aberta e ampla a noção de diversidade sexual. Porque entendemos que isso será fundamental, se quisermos iluminar um pouco mais aquela que talvez seja a maior transição pela qual o mundo já passou.

Paulo Lima, editor

domingo, 24 de julho de 2011

Taylor Lautner vira sucesso no mundo gay!

O ator Taylor Daniel Lautner, mais conhecido por suas atuações como Jacob Black nos filmes Crepúsculo, em 2008, Lua Nova, em 2009 e Eclipse, em 2010 e Amanhecer, a ser lançada ainda 2011, criou polêmica ao ser o parceiro de um beijo na boca do companheiro de filmagem, Robert Pattison, durante o MTV Awards. Tal atitude serviu para divulgar o ator como símbolo sexual nos sites gays, uma febre com direito a foto do ator totalmente nu e o pênis ereto.

sábado, 9 de julho de 2011

Conselho Nacional de Cineclubes no combate à homofobia

O Conselho Nacional de Cineclubes (CNC) lançou uma ação de combate à homofobia, resultado de uma parceria com o festival cearense For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual, que chega em 2011 à sua 5ª edição. Os 110 cineblubes que participam da itinerância do For Rainbow foram selecionados através de chamada pública e receberão uma maleta artesanal com o “kit For Rainbow”, contendo um DVD com filmes de curta e média-metragem nacionais, um catálogo, um CD com produtos gráficos para reprodução e textos de interesse da questão LGBT, um cartaz, produtos artesanais com motivos LGBT e camiseta para sorteio ao público das sessões itinerantes. Segundo Carolinne Vieira, diretora adjunta de acervo e difusão do CNC, a inciativa tem o objetivo de promover o debate sobre a diversidade sexual e combater a homofobia, além de aumentar o acervo dos cineclubes com filmes sobre este tema. Segundo Carolinne, o CNC tem intenção de traçar estratégias parecidas com outros festivais.
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