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sexta-feira, 18 de abril de 2014

O que importa é o amor!

Jordan Wendle


O Khmer Vermelho, liderado pelo líder comunista, Pol Pot, foi uma ditadura de esquerda que durou vários anos no Camboja, matando mais de um milhão de pessoas inocentes, pelo simples fato, destes serem considerados intelectuais ou opositores ao regime.

Pol Pot mandou destruir as pagodas, os teatros e museus, ou transformá-los em chiqueiros para porcos. Somente poderia existir no país a população campesina, sendo então destruído qualquer rastro ligado a cultura, intelectualidade ou tecnologia.

Além das mortes brutais e do extermínio da classe artística por motivos políticos, o regime fez com a população morresse de fome. Os trabalhadores rurais trabalhavam como escravos, por 18 horas ao dia, e recebiam 1 xícara de arroz a cada 2 dias.

Várias crianças cambojanas ficaram órfãs durante o regime genocida do Khmer Vermelho. Muitas foram colocadas para adoção. Um deles é o atleta medalista americano, Jordan Wendle, que foi adotado há quase 15 anos, quando ainda era um bebê, pelo americano Jerry Wendle. Jordan vive hoje com seus dois pais, um casal gay que o educou com muito amor, carinho e o fez um homem digno, que ama a vida, a família e aquilo que faz.

O mundo, realmente, precisa de mais amor e menos preconceito! Exemplos como este, devem servir de referência.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A Vedete de "Amor à Vida"


O tão polêmico beijo gay na TV aberta, ou melhor na líder de audiência das emissoras brasileiras, que por sinal consegue produzir audiovisual nos padrões "hollywoodianos", não foi a grande vedete para aqueles que sentem na pele o que é o preconceito de orientação sexual.

Digo isto porque para os evangélicos com tesão homossexual recolhido, duas bocas que se encontraram foi o suprassumo para espumaram de ódio, há até alguns radicais que prometem entrar com um ação judicial contra a emissora! Afinal a sexualidade é algo sujo na religião cristã. Jesus morreu virgem, Maria se engravidou virgem, mesmo sendo casada e Eva foi condenada por demonstrar seu desejo de experimentar o pecado. O pecado passou a se chamar sexo.

Já vimos a mesma reação das sociedades na nosso história se repetir várias vezes. Há 60 anos atrás um beijo heterossexual no cinema causava indignação. Há 50 anos atrás um beijo heterossexual de língua causava indignação. Há 40 anos atrás a cena de sodomia do filme "O Último Tango em Paris", mesmo com os atores de roupa, chocou o mundo e foi censurada. Marlon Brando e Maria Schneider declaram ter se arrependido de protagonizarem o filme. O diretor foi execrado.

Acredito que daqui a 40 anos, todos vão rir do medo do tesão homossexual, aquele contido em quase todos os seres, desde a sua existência e responsável pela homofobia. Porém, enquanto estas quatro décadas não passam é sempre bom mostrar um outro lado daquilo que pode causar escândalo a alguém; a grande vedete do último capítulo do "Amor à Vida" foi a redenção do pai em admitir o amor que tinha pelo filho, independente de ele ser gay. Quem é gay sabe que o maior obstáculo social é a aceitação familiar, todos querem ser amados pelos pais, seus eternos heróis. Todos querem ser orgulho da família pelos seus feitos éticos e morais, pelo seu caráter. Todos querem ser orgulhosos por serem filhos que trazem o amor, o respeito e a dignidade como meta de vida. Ninguém quer trazer preocupação aos queridos progenitores. Por isso, afirmo que a sexualidade de cada um não pode ser julgada como algo vinculado ao seu caráter, como uma escolha, como uma onda modista. De todos os estudos sobre o tema, acredito que a tese apresentanda pelo neurocientista holandês, Dick Frans Swaab, autor de We are our Brains, a homossexualidade estaria ligada a uma mudança na composição hormonal da mãe durante a gestação que incidiria na formação da orientação sexual do bebê, ainda no útero.

Chega de culpar quem não tem culpa de nada. Vamos enxergar o encontro de dois lábios como uma celebração de amor e fazer estendê-lo aos corações de todos.

Parabéns ao Walcyr Carrasco, Mateus Solano, Thiago Fragoso e Rede Globo. Espero estar rindo desta polêmica dentro de pouquíssimo tempo!

terça-feira, 17 de setembro de 2013

O Ódio Disfarçado de Feliciano

Estou realmente chocado com o nível do Pastor, Deputado Federal, Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, Marco Feliciano!
Em recente culto evangélico ministrado pelo parlamentar na avenida da praia de São Sebastião, no litoral norte paulista, Feliciano demonstrou o seu descontrole como líder, sua veia nazista e seu extremo ódio àqueles que discordam de seu código de conduta.

Feliciano (PSC-SP) mandou e instruiu, de cima do palco, os policiais a localizarem duas jovens em meio à multidão para as prenderem, após terem se beijado durante um culto ao ar livre.

Joana Palhares, de 18 anos, e Yunka Mihura, de 20, foram detidas, algemadas e espancadas pelos policiais enquanto Feliciano gritava: "O que pensam os pais dessas meninas que vêm a um culto para beijar outra mulher? Esses baderneiros terão o troco no ano que vem, pois seremos a maior bancada evangélica da história no Congresso". "Se os jornais publicarem matérias e derem razão para esses baderneiros, vou convocar uma grande manifestação nas portas desses jornais para protestarmos na próxima terça-feira".

Este é o comportamento de um déspota, tirano, alguém cheio de ódio que sequer dá importância a um ser vivo de qualquer natureza.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Solidariedade de "Héteros"

Os nadadores olímpicos franceses, Florent Manaudou e Frederick Bousquet, tiraram as sungas e foram para debaixo do chuveiro, em um vestiário, a fim de posar para uma campanha anti-homofobia.

Parabéns! As fotos ficaram lindas.

Morte de jovem francês por “skinhead” leva governo a atacar a extrema-direita

A homofobia na França se deve, em grande parte,
à maciça imigração de povos de cultura conservadora.
A angustiante tensão social e política em que vive a França nos últimos meses, marcados pela recessão econômica, o aumento histórico do desemprego e as maciças manifestações da Igreja Católica, da direita e da extrema-direita contra a lei do casamento gay, degenerou na quarta-feira na tragédia que muitos temiam. Clément Méric, um estudante de 18 anos, sindicalista, militante antifascista e aluno do primeiro ano de ciências políticas em Paris, foi brutalmente agredido por um grupo de “skinheads” [cabeças raspadas] de ideologia neonazista.

A vítima, filho de dois antigos professores de direito, ficou em estado de morte cerebral depois de receber um soco de um jovem de 20 anos ligado a um dos diversos grupos de extrema-direita que ganharam visibilidade nos últimos meses. Os médicos certificaram sua morte às 17h20 de quinta-feira.

O suposto agressor, que o jornal “Libération” identifica como Esteban M., de origem espanhola, havia sido detido pouco antes, junto com outras seis pessoas, entre elas uma mulher, que participaram do ato. Uma fonte policial explicou que o atacante aplicou em Méric um golpe com um soco-inglês e que o jovem caiu para trás e bateu a cabeça em uma estaca de ferro, ficando desacordado na calçada.

A polícia adiantou que alguns dos detidos “gravitam ao redor do núcleo duro” do grupo neonazista Juventudes Nacionalistas Revolucionárias (JNR), embora seu líder, Serge Ayoub, tenha tentado negar a acusação. As JNR foram fundadas em 1987 por Ayoub, e seus membros são conhecidos por usar a cabeça raspada, pelos distintivos nazistas e a extrema violência.

As forças da ordem agradeceram a colaboração de numerosas testemunhas da agressão, às 18h de quarta-feira, em uma rua de pedestres muito comercial, próxima às lojas de departamentos nos grandes bulevares de Paris. O relato dos fatos afirma que Méric visitava, com três amigos, uma loja de roupas situada em um andar quando encontrou um grupo de jovens radicais de cabeça raspada, jaquetas de aviador e botas militares. Depois de se provocarem mutuamente, os dois grupos desceram para a rua, discutindo. Mas a briga durou muito pouco. O agressor, descrito como um homem alto com uma suástica tatuada no pescoço, derrubou Méric com um soco. Segundo seus amigos, o rapaz estava frágil porque se recuperava de uma leucemia.

O presidente François Hollande, em visita oficial ao Japão, condenou “com a maior firmeza” a agressão e pediu “responsabilidade” das forças políticas “para não piorar ainda mais um clima que já é tenso demais”. O primeiro-ministro, Jean-Marc Ayrault, afirmou no Senado que pediu aos ministérios do Interior e da Justiça que façam “o que for necessário para dissolver e reduzir a pedaços os grupos violentos de extrema-direita”. No Parlamento, foi feito um minuto de silêncio.

Os colegas de Méric no Instituto de Estudos Políticos de Paris lhe prestaram homenagem em um ambiente de consternação, raiva e medo. Cantaram a “Internacional” e velhas canções da resistência antifascista. Álex, amigo de Méric, descreveu a vítima como “um rapaz amável e muito comprometido” e confirmou que militava no sindicato esquerdista estudantil SUD.

O jovem –”um estudante brilhante”, segundo seus professores– também fazia parte da rede Ação Antifascista Paris-Periferia, que atribuiu a morte de Méric ao “contexto de violência da extrema-direita desenvolvido nos últimos meses”.

Os partidos demonstraram sua repulsa pela agressão, embora alguns tenham se envolvido em acusações cruzadas. A esquerda parlamentar e os sindicatos convocaram concentrações de repúdio em Paris e outras cidades. Na Espanha, houve atos de solidariedade diante das legações francesas.

O colíder do Partido de Esquerda, Jean-Luc Mélenchon, exigiu “a dissolução dos grupos de extrema-direita que multiplicaram os atos de violência nas últimas semanas” e salientou que “a violência que assassinou Méric não é fortuita, responde à cultura metodicamente exercida pelos extremistas” próximos da Frente Nacional.

Marine Le Pen, líder da FN, rejeitou qualquer envolvimento de sua formação na agressão e lembrou que desde que é presidente expulsou “todos os violentos” –esquecendo a presença de cabeças raspadas em seus comícios.

“A homofobia mata”

Um vídeo publicado no site do “Le Monde” mostra Méric, magro e baixo, com um lenço na boca, segurando diante dos policiais antidistúrbios um cartaz que diz: “A homofobia mata”. No lugar exato onde o jovem natural de Brest caiu fulminado na quarta-feira –”por suas ideias”, como salientou um colega de classe–, alguém escreveu na quinta: “Fascistas, fora de nossas vidas”. As pessoas que se concentraram para lhe prestar homenagem levavam flores e gritavam “Não passarão!”.

Entre as duas cenas, a do vídeo e a da quinta-feira, passou pouco mais de um mês. Em 17 de abril, Méric liderou uma pequena marcha contra a mobilização contra a lei do casamento gay, para gritar que o ódio mata. Em 6 de junho, Méric morria por causa de um golpe na cabeça produzido por um jovem neonazista.

Desde novembro passado, a direita e a extrema-direita tomaram as ruas para protestar contra a Lei do Casamento para Todos, promulgada no início de maio. Segundo explica o sociólogo Eric Fassin, “a Frente Nacional, sabendo que seu sucesso eleitoral depende da imigração mais que dos homossexuais, mostrou-se morna e prudente, e isso abriu uma oportunidade para os jovens mais radicais ganharem visibilidade e legitimar-se”.

A radicalização de todas as direitas –a religiosa, a xenófoba e a homófoba– se traduziu em um inferno quase cotidiano: houve dezenas de incidentes, tanto em Paris como em outras cidades francesas; mais de 250 detenções; insultos e ameaças contra ativistas, bares e locais gays, coroados com a surra brutal que sofreu o gay Wilfred de Bruijn, em Paris. Há um mês, 200 radicais invadiram a comemoração do título de bicampeão do PSG, produzindo vultosos danos no bulevar Champs-Elysées. Cenas parecidas foram vividas no final da manifestação nos Invalides.

Fonte: El País

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Em Bela Atitude, o Ator Jackie Chan se Declara!

O ator Jackie Chan se declarou gay aos 59 anos, após gravar um vídeo de apoio ao grupo Aliança Gay e Lésbica contra a Difamação (GLAAD), que combate o preconceito e promove o respeito à diversidade sexual.

Com um texto bem humorado Jackie Chan disse: “Eu sou Jackie Chan. Eu luto muito. Eu estou saindo do armário por aqueles que lutam pela igualdade”.

O ator, produtor, roteirista, coreógrafo, diretor de cinema, cantor e especialista em artes marciais, é de Hong Kong e famoso por ser seu extremo carisma, inclusive no ocidente. Jackie Chan é a prova de que esteriótipos estão fora de moda, o ator protagonizou diversas cenas de luta, incluindo arremesso de cadeiras, mesas, lâmpadas, cordas e dispensando o uso de dublês para as cenas perigosas. Graças a sua coragem já quebrou o nariz, o tornozelo e os dedos diversas vezes, sendo que uma vez ele quase morreu.

Parabéns Jackie Chan! Nós te apoiamos.

Assista ao vídeo:


sexta-feira, 5 de abril de 2013

DR. Drauzio Varella fala sobre a homossexualidade

A homossexualidade é uma ilha cercada de ignorância por todos os lados. Nesse sentido, não existe aspecto do comportamento humano que se lhe compare.

Não há descrição de civilização alguma, de qualquer época, que não faça referência à existência de mulheres e homens homossexuais. Apesar dessa constatação, ainda hoje esse tipo de comportamento é chamado de antinatural.

Os que assim o julgam partem do princípio de que a natureza (ou Deus) criou órgãos sexuais para que os seres humanos procriassem; portanto, qualquer relacionamento que não envolva pênis e vagina vai contra ela (ou Ele).
Se partirmos de princípio tão frágil, como justificar a prática de sexo anal entre heterossexuais? E o sexo oral? E o beijo na boca? Deus não teria criado a boca para comer e a língua para articular palavras?
Se a homossexualidade fosse apenas perversão humana, não seria encontrada em outros animais. Desde o início do século 20, no entanto, ela tem sido descrita em grande variedade de espécies de invertebrados e em vertebrados, como répteis, pássaros e mamíferos.

Em virtualmente todas as espécies de pássaros, em alguma fase da vida, ocorrem interações homossexuais que envolvem contato genital, que, pelo menos entre os machos, ocasionalmente terminam em orgasmo e ejaculação.

Comportamento homossexual envolvendo fêmeas e machos foi documentado em pelo menos 71 espécies de mamíferos, incluindo ratos, camundongos, hamsters, cobaias, coelhos, porcos-espinhos, cães, gatos, cabritos, gado, porcos, antílopes, carneiros, macacos e até leões, os reis da selva.

Relacionamento homossexual entre primatas não humanos está fartamente documentado na literatura científica. Já em 1914, Hamilton publicou no Journal of Animal Behaviour um estudo sobre as tendências sexuais em macacos e babuínos, no qual descreveu intercursos com contato vaginal entre as fêmeas e penetração anal entre machos dessas espécies. Em 1917, Kempf relatou observações semelhantes.

Masturbação mútua e penetração anal fazem parte do repertório sexual de todos os primatas não humanos já estudados, inclusive bonobos e chimpanzés, nossos parentes mais próximos.

Considerar contra a natureza as práticas homossexuais da espécie humana é ignorar todo o conhecimento adquirido pelos etologistas em mais de um século de pesquisas rigorosas.

Os que se sentem pessoalmente ofendidos pela simples existência de homossexuais talvez imaginem que eles escolheram pertencer a essa minoria por capricho individual. Quer dizer, num belo dia pensaram: eu poderia ser heterossexual, mas como sou sem vergonha prefiro me relacionar com pessoas do mesmo sexo.

Não sejamos ridículos; quem escolheria a homossexualidade se pudesse ser como a maioria dominante? Se a vida já é dura para os heterossexuais, imagine para os outros.

A sexualidade não admite opções, simplesmente é. Podemos controlar nosso comportamento; o desejo, jamais. O desejo brota da alma humana, indomável como a água que despenca da cachoeira.

Mais antiga do que a roda, a homossexualidade é tão legítima e inevitável quanto a heterossexualidade. Reprimi-la é ato de violência que deve ser punido de forma exemplar, como alguns países fazem com o racismo.

Os que se sentem ultrajados pela presença de homossexuais na vizinhança, que procurem dentro das próprias inclinações sexuais as razões para justificar o ultraje. Ao contrário dos conturbados e inseguros, mulheres e homens em paz com a sexualidade pessoal costumam aceitar a alheia com respeito e naturalidade.

Negar a pessoas do mesmo sexo permissão para viverem em uniões estáveis com os mesmos direitos das uniões heterossexuais é uma imposição abusiva que vai contra os princípios mais elementares de justiça social.

Os pastores de almas que se opõem ao casamento entre homossexuais têm o direito de recomendar a seus rebanhos que não o façam, mas não podem ser fascistas a ponto de pretender impor sua vontade aos que não pensam como eles.

Afinal, caro leitor, a menos que seus dias sejam atormentados por fantasias sexuais inconfessáveis, que diferença faz se a colega de escritório é apaixonada por uma mulher? Se o vizinho dorme com outro homem? Se, ao morrer, o apartamento dele será herdado por um sobrinho ou pelo companheiro com quem viveu trinta anos?

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Segundo o Site Terra: IBGE Afirma que 98% das cidades não tem lei específica para homossexuais

Fonte: www.terra.com.br 
Por Cirilo Junior 
Direto do Rio de Janeiro 

Ainda são poucos os municípios que reconhecem os direitos de gays, lésbicas, bissexuais e travestis, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apenas 1,8% das cidades têm alguma legislação específica que trata do reconhecimento de direitos do movimento LGBT. As informações fazem parte do Perfil dos Municípios Brasileiros 2011, divulgado nesta terça-feira. Dos 5.564 municípios, 54 adotam alguma legislação que reconheça o nome social adotado por travestis e transexuais, o equivalente a 1% do total. A região Nordeste tem o maior número de prefeituras (23) que levam em conta essa questão. No Sudeste, são 21 municípios que adotam legislação que levam em consideração o nome social de travestis e transexuais. Na região Sul, são seis cidades, pouco acima das quatro do Centro-Oeste. No Norte, nenhum município admite tal reconhecimento. Em relação à existência de programas ou ações para enfrentamento à violência contra o público LGBT, 8,7% das cidades informaram possuir alguma ação deste tipo. O maior percentual (12,9%) foi observado no Centro-Oeste. No Nordeste, 12,3% das cidades da região contam com algum programa para coibir a homofobia. Entre as cidades que contam com órgãos gestores de políticas de direitos humanos, 14% declararam possuir programas voltados para o público LGBT.

Grupo faz campanha pelo voto contra a homofobia

Por Leandro Oliveira
Fonte: http://www.eleicoeshoje.com.br/grupo-faz-campanha-pelo-voto-contra-a-homofobia/#axzz22QMbLZqh
Com as eleições municipais se aproximando em todo o país, um grupo virtual decidiu se organizar para enfrentar a homofobia nas urnas. A campanha “Eu voto contra a homofobia” foi elaborada pelo grupo “Todos Contra a Homofobia” e procura lembrar os eleitores LGBTs (e não) da importância de escolher candidatos que não possuam posturas homofóbicas.

De acordo com o idealizador da campanha, Marcio Marques o principal objetivo é demonstrar que os LGBTs têm voz e que juntos podem fazer a diferença. Ele explica que além de ajudar na aprovação de projetos que estão no congresso, o voto contra a homofobia também serve para combater o fundamentalismo religioso. “Precisamos de políticas voltadas aos LGBTs, de pessoas que nos defendam. Por este motivo temos que estar atento aos candidatos que nos apoiam” explica.

Para participar da campanha, você precisa enviar uma foto com a frase “Eu voto contra a homofobia” para contra.a.lgbtfobia@gmail.com. E claro votar direito nas eleições! Para mais detalhes acesse o blog oficial da campanha www.euvotocontra.wordpress.com

Revista Mythly


Mithly” é a primeira revista gay a circular em árabe num país de maioria muçulmana, o Marrocos. O pioneirismo conseguiu uma divulgação inédita para a causa, mas vem causando polêmica nos jornais locais. No país, “atos licenciosos ou contra a natureza cometidos com indivíduos do mesmo sexo” podem ser punidos com prisão de seis meses a três anos, além de eventuais multas.

O site da revista (mithly.net), em árabe, já atingiu, desde sua criação, mais de 1 milhão de visitantes únicos, segundo Samir Bergachi, redator-chefe da “Mithly”. Mas o fenômeno mesmo é que os 200 exemplares impressos em Madri e distribuídos em Rabat, a capital marroquina, de mão em mão, gratuitamente, na mais rigorosa clandestinidade, viraram notícia na Europa e nos EUA. O impacto do papel e de ser escrito em árabe clássico deu destaque internacional à revista, que deixou de ser uma rede de militância na internet para se tornar um instrumento de ação política inédito no mundo islâmico.

IGUAL A MIM
Para batizar a revista, foi necessário também sustentar o uso de um termo novo. “Homossexual” não tem equivalente em árabe, a não ser os pejorativos “zamel” (efeminado) ou “chaddh” (perverso). “Mithly” — em tradução literal, “igual a mim” — ganhou o que os especialistas chamam de “nova carga semântica”, quando um sufixo (”y”) amplia o significado de uma palavra já existente (”mithl”, igual).

Escritórios fora do Marrocos, com 50 a 60 militantes em média, captam pequenas doações que, sozinhas, mantêm o site, a consultoria legal e, mais recentemente, a revista “Mithly”.

Artistas brasileiros apoiam o casamento gay.


Seguindo os moldes das campanhas internacionais, o Deputado Jean Wyllys conseguiu o apoio da classe de artistas que deram depoimentos a favor da igualdade de direitos civis para casais de mesmo sexo.


Fazem parte da campanha nomes importantes como Caetano Veloso, Chico Buarque, Ivan Lins, Cauã Reymond.

Veja a campanha e PEC clicando aqui.

A Insanidade Cristã


Estou profundamente chocado após ler na internet artigos postados por um site religioso que traz a seguinte frase no topo: "Para a glória de Deus, em comunhão com a Santa Igreja Católica Apostólica Romana". A primeira coisa que se imagina é que se trata de um site que vem levar uma mensagem de paz à quem o lê, porém a realidade é complatemente diferente, é um site totalmente político baseado no fundamenlismo cristão, cheio de ódio gratuito. Aliás mais se fala em ódio do que em amor, é a verdadeira constatação da insanidade mental de um indivíduo. Esta retórica é uma é uma constante no fundamentalismo religioso, estes cristãos andam cheios de ódio dentro de si, ódio que, contraditoriamente, demonstram em posts na internet em defesa de suas crenças religiosas, que a princípio pregaria o amor ao próximo e a paz.


A verdade é que se esses religiosos olhassem para dentro do próprio íntimo, veriam que estão agindo em nome dos dogmas irracionais que lhe cegam a inteligência. "A loucura é um simples desarranjo, uma simples contradição no interior da razão, que continua presente" by Georg Wilhelm Friedrich Hegel.

Supremo Aprova União Gay por Unanimidade

Fonte: Folha de São Paulo
BRASÍLIA - Em julgamento histórico, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu ontem, de forma unânime, que não há diferença entre relações estáveis de homossexuais e heterossexuais. Os ministros disseram que ambas formam uma família.A decisão dá a casais gays segurança jurídica em relação a direitos como pensão, herança e compartilhamento de planos de saúde, além de facilitar a adoção de filhos.
Mesmo assim, os casais podem ter de ir à Justiça para ter tais direitos reconhecidos.A decisão permite ainda que o Congresso regulamente alguns temas, como casamento civil entre homossexuais.Em dois dias de julgamento, o tribunal julgou procedente duas ações que pediam a equiparação das uniões homoafetivas à união estável entre heterossexuais.Sete ministros disseram que os casais gays possuem os mesmos direitos e deveres. Neste sentido votaram o relator, Carlos Ayres Britto, e os colegas Luiz Fux, Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa, Ellen Gracie, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello."Por que o homossexual não pode constituir uma família? Por força de duas questões que são abominadas pela Constituição: a intolerância e o preconceito", afirmou Fux.Os ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Cezar Peluso, apesar de também reconhecerem a união gay, fizeram algumas ressalvas.Peluso, por exemplo, afirmou que a decisão não encerra todos os temas, que precisarão ser regulamentados pelo Congresso Nacional. "A decisão convoca o Poder Legislativo para colaborar com o Supremo Tribunal Federal."Apesar de não ter tratado dessas questões específicas e polêmicas, como o casamento civil ou a adoção, o voto majoritário possibilita a realização de tais práticas por casais gays, exatamente por iguala-los, sem qualquer restrição, aos heterossexuais."A equiparação [entre homossexuais e heterossexuais] é para todos os fins e efeitos, mas o legislativo está livre para fazer o que quiser. Foi um abrir de portas para a comunidade homoafetiva, mas não um fechar de portas para o Legislativo", disse Britto.Diferentemente de sessões recentes, como o caso da Lei da Ficha Limpa, ministros concordavam entre eles. Alguns magistrados ficaram emocionados, como Ayres Britto e Luiz Fux, que chegou a embargar a voz.

UNIÃO ESTÁVEL: Conquistas do Homossexuais no Brasil


Para conhecimento de todos, já é possível reconhecer a união estável para casais do mesmo sexo, que vivem em regime de sociedade homoafetiva, no Brasil. Consultando a literatura jurídica e a jurisprudência, fica evidente que há uma enorme possibilidade de parecer favorável. É fundamental entender que a diversidade de sexos não é "conditio sine qua non" para a percepção conceitual da família. O principal fator de formação familiar é a afetividade. Sendo assim basta que os parceiros comprovem ao juiz a união homoafetiva passando a ter os mesmos direitos do casamento. Isso significa que as requerentes passam a ser herdeiros um do outro no caso de falecimento, assim como se a sociedade homoafetiva se extinguir haverá partilha dos bens adquiridos onerosamente durante o tempo em que viveram juntos, e ainda, que uma deles pode incluir a outra perante a previdência e perante o fisco como dependente, além de outros efeitos legalmente previstos.
Saibam que há escritórios de advocacia especializados no assunto. Não perca tempo, faça o já o seu registro no cartório.

O Papa Bento 16 e Sua Intolerância Sem Sentido


O Papa Bento 16 falou oficialmente que os católicos brasileiros devem ser contra a união gay. O papa defende o casamento exclusivo entre um homem e uma mulher com a defesa do meio-ambiente.

Não consigo acreditar que um dito, líder religioso, possa se rebaixar ao nível de um ser tão insignificante, egoísta, ignorante com uma atitude e palavras tão absurdas que vão contra os direitos de igualdade. Mas já é sabido que a igreja católica sempre foi e continua sendo seletiva, elitista e preconceituosa.

Sabemos que o ódio às diferenças resulta em guerras e violência. O papa se expressa de maneira leviana em nome de um deus incoerente e parcial e se esquece que a homossexualidade faz parte da natureza, do mundo, do nosso contexto e ponto.
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