Mostrando postagens com marcador Homofobia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Homofobia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Protestos Contra a Lei Anti Gay Russa

Beijo postado pela Lotus da F1. O Arco-Iris gay no Google e outros.



No dia da abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno 2014 de Sochi, várias empresas de nome mundial, como a Lotus e a Google, manifestaram o apoio aos atletas gays e deram o seu parecer de repúdio a lei anti gay da Rússia. 

Protestos simultâneos aconteceram na África do Sul, Argentina, Austrália, Canadá, Estados Unidos, França, Espanha, Equador, Itália, Israel, Rússia, Paraguai, Reino Unido e no Brasil. A intenção é mostrar que o Comitê Olímpico Internacional (COI) segue os princípios olímpicos, cujo Princípio 6 proíbe qualquer forma de discriminação por questões de orientação sexual. Logo, a lei russa fere o estatuto da Carta Olímpica.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A Vedete de "Amor à Vida"


O tão polêmico beijo gay na TV aberta, ou melhor na líder de audiência das emissoras brasileiras, que por sinal consegue produzir audiovisual nos padrões "hollywoodianos", não foi a grande vedete para aqueles que sentem na pele o que é o preconceito de orientação sexual.

Digo isto porque para os evangélicos com tesão homossexual recolhido, duas bocas que se encontraram foi o suprassumo para espumaram de ódio, há até alguns radicais que prometem entrar com um ação judicial contra a emissora! Afinal a sexualidade é algo sujo na religião cristã. Jesus morreu virgem, Maria se engravidou virgem, mesmo sendo casada e Eva foi condenada por demonstrar seu desejo de experimentar o pecado. O pecado passou a se chamar sexo.

Já vimos a mesma reação das sociedades na nosso história se repetir várias vezes. Há 60 anos atrás um beijo heterossexual no cinema causava indignação. Há 50 anos atrás um beijo heterossexual de língua causava indignação. Há 40 anos atrás a cena de sodomia do filme "O Último Tango em Paris", mesmo com os atores de roupa, chocou o mundo e foi censurada. Marlon Brando e Maria Schneider declaram ter se arrependido de protagonizarem o filme. O diretor foi execrado.

Acredito que daqui a 40 anos, todos vão rir do medo do tesão homossexual, aquele contido em quase todos os seres, desde a sua existência e responsável pela homofobia. Porém, enquanto estas quatro décadas não passam é sempre bom mostrar um outro lado daquilo que pode causar escândalo a alguém; a grande vedete do último capítulo do "Amor à Vida" foi a redenção do pai em admitir o amor que tinha pelo filho, independente de ele ser gay. Quem é gay sabe que o maior obstáculo social é a aceitação familiar, todos querem ser amados pelos pais, seus eternos heróis. Todos querem ser orgulho da família pelos seus feitos éticos e morais, pelo seu caráter. Todos querem ser orgulhosos por serem filhos que trazem o amor, o respeito e a dignidade como meta de vida. Ninguém quer trazer preocupação aos queridos progenitores. Por isso, afirmo que a sexualidade de cada um não pode ser julgada como algo vinculado ao seu caráter, como uma escolha, como uma onda modista. De todos os estudos sobre o tema, acredito que a tese apresentanda pelo neurocientista holandês, Dick Frans Swaab, autor de We are our Brains, a homossexualidade estaria ligada a uma mudança na composição hormonal da mãe durante a gestação que incidiria na formação da orientação sexual do bebê, ainda no útero.

Chega de culpar quem não tem culpa de nada. Vamos enxergar o encontro de dois lábios como uma celebração de amor e fazer estendê-lo aos corações de todos.

Parabéns ao Walcyr Carrasco, Mateus Solano, Thiago Fragoso e Rede Globo. Espero estar rindo desta polêmica dentro de pouquíssimo tempo!

terça-feira, 23 de julho de 2013

Evite Viajar à Rússia!

Quatro turistas holandeses foram detidos na Rússia por disseminar "propaganda gay", tornando-se os primeiros estrangeiros vítimas das leis anti-gays do país.

Um dos cidadãos holandeses, Kris Van Der Veen, estava trabalhando em um documentário sobre direitos dos homossexuais na Rússia, quando ele e seus três companheiros foram detidos.

De acordo com Gay Star News, o cineasta havia entrevistado um adolescente para seu filme, o que foi considerado uma afronta à lei anti-propaganda assinada pelo presidente Vladimir Putin, que considera como transgressão a exposição de carinho homoafetivo ou qualquer discurso, manifestação e parada alusiva a homossexualidade.

Os detidos já têm uma audiência marcada, em Moscou. Se condenados, eles podem enfrentar multas pesadas, além de até 14 dias de prisão e deportação.

Com isso, a Rússia torna-se um destino não recomendável para turistas, independentes de sua orientação sexual, uma vez que mesmos os (somente) amigáveis da causa LGBT estão sofrendo consequências humilhantes.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Morte de jovem francês por “skinhead” leva governo a atacar a extrema-direita

A homofobia na França se deve, em grande parte,
à maciça imigração de povos de cultura conservadora.
A angustiante tensão social e política em que vive a França nos últimos meses, marcados pela recessão econômica, o aumento histórico do desemprego e as maciças manifestações da Igreja Católica, da direita e da extrema-direita contra a lei do casamento gay, degenerou na quarta-feira na tragédia que muitos temiam. Clément Méric, um estudante de 18 anos, sindicalista, militante antifascista e aluno do primeiro ano de ciências políticas em Paris, foi brutalmente agredido por um grupo de “skinheads” [cabeças raspadas] de ideologia neonazista.

A vítima, filho de dois antigos professores de direito, ficou em estado de morte cerebral depois de receber um soco de um jovem de 20 anos ligado a um dos diversos grupos de extrema-direita que ganharam visibilidade nos últimos meses. Os médicos certificaram sua morte às 17h20 de quinta-feira.

O suposto agressor, que o jornal “Libération” identifica como Esteban M., de origem espanhola, havia sido detido pouco antes, junto com outras seis pessoas, entre elas uma mulher, que participaram do ato. Uma fonte policial explicou que o atacante aplicou em Méric um golpe com um soco-inglês e que o jovem caiu para trás e bateu a cabeça em uma estaca de ferro, ficando desacordado na calçada.

A polícia adiantou que alguns dos detidos “gravitam ao redor do núcleo duro” do grupo neonazista Juventudes Nacionalistas Revolucionárias (JNR), embora seu líder, Serge Ayoub, tenha tentado negar a acusação. As JNR foram fundadas em 1987 por Ayoub, e seus membros são conhecidos por usar a cabeça raspada, pelos distintivos nazistas e a extrema violência.

As forças da ordem agradeceram a colaboração de numerosas testemunhas da agressão, às 18h de quarta-feira, em uma rua de pedestres muito comercial, próxima às lojas de departamentos nos grandes bulevares de Paris. O relato dos fatos afirma que Méric visitava, com três amigos, uma loja de roupas situada em um andar quando encontrou um grupo de jovens radicais de cabeça raspada, jaquetas de aviador e botas militares. Depois de se provocarem mutuamente, os dois grupos desceram para a rua, discutindo. Mas a briga durou muito pouco. O agressor, descrito como um homem alto com uma suástica tatuada no pescoço, derrubou Méric com um soco. Segundo seus amigos, o rapaz estava frágil porque se recuperava de uma leucemia.

O presidente François Hollande, em visita oficial ao Japão, condenou “com a maior firmeza” a agressão e pediu “responsabilidade” das forças políticas “para não piorar ainda mais um clima que já é tenso demais”. O primeiro-ministro, Jean-Marc Ayrault, afirmou no Senado que pediu aos ministérios do Interior e da Justiça que façam “o que for necessário para dissolver e reduzir a pedaços os grupos violentos de extrema-direita”. No Parlamento, foi feito um minuto de silêncio.

Os colegas de Méric no Instituto de Estudos Políticos de Paris lhe prestaram homenagem em um ambiente de consternação, raiva e medo. Cantaram a “Internacional” e velhas canções da resistência antifascista. Álex, amigo de Méric, descreveu a vítima como “um rapaz amável e muito comprometido” e confirmou que militava no sindicato esquerdista estudantil SUD.

O jovem –”um estudante brilhante”, segundo seus professores– também fazia parte da rede Ação Antifascista Paris-Periferia, que atribuiu a morte de Méric ao “contexto de violência da extrema-direita desenvolvido nos últimos meses”.

Os partidos demonstraram sua repulsa pela agressão, embora alguns tenham se envolvido em acusações cruzadas. A esquerda parlamentar e os sindicatos convocaram concentrações de repúdio em Paris e outras cidades. Na Espanha, houve atos de solidariedade diante das legações francesas.

O colíder do Partido de Esquerda, Jean-Luc Mélenchon, exigiu “a dissolução dos grupos de extrema-direita que multiplicaram os atos de violência nas últimas semanas” e salientou que “a violência que assassinou Méric não é fortuita, responde à cultura metodicamente exercida pelos extremistas” próximos da Frente Nacional.

Marine Le Pen, líder da FN, rejeitou qualquer envolvimento de sua formação na agressão e lembrou que desde que é presidente expulsou “todos os violentos” –esquecendo a presença de cabeças raspadas em seus comícios.

“A homofobia mata”

Um vídeo publicado no site do “Le Monde” mostra Méric, magro e baixo, com um lenço na boca, segurando diante dos policiais antidistúrbios um cartaz que diz: “A homofobia mata”. No lugar exato onde o jovem natural de Brest caiu fulminado na quarta-feira –”por suas ideias”, como salientou um colega de classe–, alguém escreveu na quinta: “Fascistas, fora de nossas vidas”. As pessoas que se concentraram para lhe prestar homenagem levavam flores e gritavam “Não passarão!”.

Entre as duas cenas, a do vídeo e a da quinta-feira, passou pouco mais de um mês. Em 17 de abril, Méric liderou uma pequena marcha contra a mobilização contra a lei do casamento gay, para gritar que o ódio mata. Em 6 de junho, Méric morria por causa de um golpe na cabeça produzido por um jovem neonazista.

Desde novembro passado, a direita e a extrema-direita tomaram as ruas para protestar contra a Lei do Casamento para Todos, promulgada no início de maio. Segundo explica o sociólogo Eric Fassin, “a Frente Nacional, sabendo que seu sucesso eleitoral depende da imigração mais que dos homossexuais, mostrou-se morna e prudente, e isso abriu uma oportunidade para os jovens mais radicais ganharem visibilidade e legitimar-se”.

A radicalização de todas as direitas –a religiosa, a xenófoba e a homófoba– se traduziu em um inferno quase cotidiano: houve dezenas de incidentes, tanto em Paris como em outras cidades francesas; mais de 250 detenções; insultos e ameaças contra ativistas, bares e locais gays, coroados com a surra brutal que sofreu o gay Wilfred de Bruijn, em Paris. Há um mês, 200 radicais invadiram a comemoração do título de bicampeão do PSG, produzindo vultosos danos no bulevar Champs-Elysées. Cenas parecidas foram vividas no final da manifestação nos Invalides.

Fonte: El País

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Lute pela criminalização da homofobia no Brasil!

Há dez anos o filho de Marlene Xavier, uma das "Mães pela Igualdade", foi assassinado por ser gay. O assassino inclusive confessou a polícia em seu depoimento " Não suporto homossexuais". O assassino vem de uma rica e poderosa família e por isso, segue livre. Mesmo assim, Marlene busca por justiça. http://www.allout.org/pt/chegamosaolimite

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O Deputa.Eduardo Cunha X Brasil Laico

Eduardo Cunha é um deputado que usa da religião e seus dogmas para criar projetos de leis que vão contra o princípio constitucional que garante ao Brasil o status de um estado laico. Ele se assume evangélico, é autor do parecer na Lei 29/2007 que assegura que as operadoras de televisão paga transmitam também os canais abertos religiosos, o que pode-se considerar um benefício extras aos canais religiosos. Ele criou um absurdo Projeto de Lei que pune atitudes "heterofóbicas" e restabelece o direito das pessoas de serem normais. Só o uso destas expressões já demonstra o alto nível de preconceito e guerra aos LGBTs. “Todos temos direito à livre orientação sexual mas do jeito que estão fazendo, esse excesso de proteção à minoria está transformado-a em maioria e a maioria em minoria. E a maioria está sendo discriminada em função da sua condição de normalidade”, Eduardo Cunha.

Não existe proteção à minorias e sim equiparação de direitos. É o poder econômico procedente das igrejas sustentadas pelos seus fiéis, instituições religiosas livres de alguns impostos comuns à vários e religiões extremistas infiltradas no parlamento legislativo brasileiro para defender interesses que vão contra o direito de liberdade e diversidade religiosa.

As igrejas evangélicas são minas de riquezas capazes de sustentar os luxos de seus mentores ou personalidades colaboradoras de influência política e social. Seus fiéis concordam em bancar jantares caros para alguns destes membros em restaurantes como o La Tour Dargent em Paris, por exemplo, onde um prato principal acompanhado de um vinho custa mais que o salário mínimo brasileiro.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A religião continua ser uma indústria em ascensão.

Fonte: Bolg do Roberto Christo
http://robertochristo.blogspot.com

Tenho acompanhado os discursos retrógrados, ultrapassados e homofóbicos de líderes cristãos e, sobretudo, os pastores evangélicos e me pergunto: em que século está o Brasil? O cristianismo arrebanha uma grande fatia da população brasileira, tudo bem! A fé ou crença é um direito pessoal, porém o que esses líderes cometem, são verdadeiros absurdos contra uma sociedade livre, é uma eterna imposição de seus dogmas, é se apropriar de um ódio mítico para encher os bolsos de maneira "descarada". Vamos pegar de exemplo o famoso pastor evangélico Silas Malafaia, sua arrogância é tão grande que este senhor se julga no direito de, assumidamente, declarar guerra ao movimento de equiparação dos direitos dos LGBT's e aos esquerdistas, como recente reportagem publicada pela revista Piauí.
Como assim? Guerra?
Mais uma vez bato na mesma tecla, estas manifestações "cristãs" não passam de interesse econômico, instrumento de manipulação social e política. Por que o Silas Malafaia não segue os preceitos de Mahatma Gandhi, faz voto de pobreza, luta pela inclusão social, limpa latrinas como forma de equiparação social? Na verdade o Silas Malafaia quer garantir a sua mina de ouro que o permite usufruir da posse de um Mercedes Benz, de um jato particular. Um regime social-democrático põe em risco seus pequenos mimos.
Religião sempre foi instrumento de dominação de terras, de povos, de riquezas. O pior são os otários seguidores desses líderes cretinos, cujas ricas instituições, muitas vezes, estão livres de vários impostos, que nós pagamos diariamente. Otários são os tais seguidores que se cegam e idolatram um boçal, misógino, demagogo e homofóbico como o Silas Malafaia que não tem medo de ser rude, agressivo e bota banca com qualquer um.
Otários somos nós, contribuintes, que permitimos isenções fiscais à instituições religiosas. Abram os olhos e parem de ajudar a encher os bolsos do Silas e outros líderes da má fé. É hora de lutar contra o "imperialismo" do negócio religioso.
Devemos nos organizar e apelar para que haja uma investigação fiscal nestas instituições. Não se deixem enganar!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Homophobic attacks taking place in Sao Paulo, Brazil

A French tourist, freely assumed as a homosexual, due to the way he was dressing, was beaten with brass knuckles on his face, on Oscar Freire Street area, the most upscale neighborhood of Sao Paulo city. He was walking down the street, with two Argentinian friends, when a group of three boys came and one of them took his brass knuckles from his pocket and hit the tourist in the left eye, simply by judging their physical appearance and assuming they were all homosexuals. The French had his face broken and a retinal detachment.

This shows that Brazilian society is extremely sucks! Usually, the Brazilian man dresses in a conservative way and any difference in the look makes crowds do their homophobic assumptions and act violently attacks against any citizen who walks the streets. Besides that, conservative Christian turns a blind eye to these behaviors and fears any law for the protection of  LGBT people. How can a country like this host events like World Cup and Olympic Games? What security will the foreigners have when coming to Brazil to attend these events? I do not recommend any tourist visiting Brazil until there is specific punishment for homophobia crimes.

See video in Portuguese with several homophobic attacks in São Paulo, by clicking in the link:

http://terratv.terra.com.br/Noticias/Brasil/4194-388589/Turista-frances-e-agredido-perto-da-Avenida-Paulista.htm

Mais Ataques Homofóbicos em São Paulo

Um turista francês, aleatoreamente, julgado como homossexual, foi agredido com um soco inglês no rosto, na madrugada desta quarta-feira na rua Augusta próxima a Oscar Freire, bairro nobre da cidade. Ele caminhava na rua, vindo do trabalho com dois amigos argentinos, quando um grupo de três rapazes vinha em direção contrário e um deles teve o sangue frio de tirar um soco inglês do bolso e golpear o turista no olho esquerdo, pelo simples fato de julgar sua aparência física e defini-lo como homossexual.  O francês teve fratura no rosto e descolamento de retina.

Isto demonstra que nossa sociedade é extremamente atrasada! Normalmente o homem brasileiro se veste de uma maneira específica e qualquer diferença no visual faz com estes homofóbicos façam sua presunçoes e ajam de maneira violenta com ataques de ódio à cidadãos que caminham pelas ruas. O pior é que a população brasileira conservadora e cristã faz vista grossa a estas condutas e teme qualquer lei de proteção aos LGBTs. Como um país com uma sociedade tão atrasada pode sediar eventos mundiais como Copa da Mundo e Olimpíadas? Que segurança terão os estrangeiros que venham ao Brasil para frequentar estes eventos? Não recomendo nenhum turista visitar o Brasil enquanto não houver punição específica para os crimes de homofobia.

Vejam o vídeo da Band News Clicando no link:
http://terratv.terra.com.br/videos/Noticias/Brasil/4194-388589/Turista-frances-e-agredido-perto-da-Avenida-Paulista.htm

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Hitler, o homofóbico que, na verdade, não aceitava sua homossexualidade.


Experiências  nazistas, castravam gays nos campos de concentração.
Fonte: http://operamundi.uol.com.br

Em 1º de outubro de 1944, a primeira de duas séries de experiências médicas envolvendo castração são levadas a cabo em homossexuais no campo de concentração de Buchenwald, perto da cidade de Weimar, Alemanha. Buchenwald foi um dos primeiros campos de concentração instalados pelo regime nazista. Construído em 1937, foi um complemento aos campos do norte, Sachsenhausen, e sul, Dachau, e foi erguido para nele se utilizar o trabalho escravo nas fábricas de munição locais, 24 horas por dia em turnos de 12 horas.

Embora tecnicamente não fosse um campo de extermínio, pois lá não havia câmaras de gás, não obstante eram comuns centenas de prisioneiros morrerem por desnutrição, doenças, maus tratos e execuções. Na verdade era uma câmara de horrores, onde experiências médicas dos tipos mais cruéis eram realizadas com prisioneiros contra sua vontade. As vítimas eram amiúde e intencionalmente injetadas com diversas infecções a fim de se testar vacinas.

A eutanásia era também praticada regularmente contra prisioneiros judeus, homossexuais, ciganos e doentes mentais. Durante o holocausto, a perseguição aos homossexuais continuou. Muitos foram enviados para campos de concentração, obrigados a portar o triângulo rosa como identificação. As estimativas sobre o número de homossexuais mortos nos campos varia muito, entre 5 e 15 mil. Os números mais elevados incluem gays que eram judeus e/ou comunistas. Hitler acreditava que a homossexualidade era um comportamento degenerativo que ameaçava a capacidade do Estado e o caráter masculino da nação.

Os gays eram denunciados como "inimigos do Estado" e acusados de "corromper" a moral pública e ameaçar o crescimento populacional alemão. Líderes nazis, como Himmler, consideravam também que os homossexuais eram uma raça à parte e promoveram experiências médicas em que tentavam encontrar alguma deficiência hereditária que julgavam ser a causa da homossexualidade.

Muitos morreram nas mãos de médicos em experiências destinadas a localizar o "gene gay" de forma a encontrar "cura" para as futuras crianças arianas homossexuais. Enquanto muitos defendiam que os homossexuais deviam ser exterminados, outros pretendiam que a legislação banisse sexo entre homens ou entre mulheres.

Os tratamentos aos gays nos campos de concentração eram excessivamente cruéis. Além de serem agredidos por guardas, eram perseguidos muitas vezes também por outros prisioneiros. Sob a política do Arbeit macht frei (O trabalho faz a liberdade) nos campos de trabalhos forçados, recebiam regularmente os trabalhos mais pesados ou perigosos. Os soldados da SS utilizavam muitas vezes o triângulo rosa como alvo para prática de tiro. Esse tratamento cruel pode ser atribuído tanto às opiniões dos guardas da SS como às atitudes homofóbicas generalizadas na sociedade alemã da época.

A marginalização dos gays na Alemanha refletia-se nos campos de concentração. Muitos foram espancados até a morte por outros prisioneiros. Seu sofrimento não terminou com o fim da guerra, uma vez que as leis anti-homossexuais dos nazis não foram revogadas, como aconteceu com as leis anti-semitas. Alguns homossexuais foram obrigados a completar a pena a que estavam condenados pelo Governo Militar Aliado do pós-guerra na Alemanha.

Outros, ao regressar a casa e aos seus países de origem tiveram que manter o silêncio sobre o seu sofrimento, por medo de discriminação, pois as chamadas leis sobre a sodomia só seriam extintas na Europa Ocidental nos anos 1960 e 1970.



Identificados como “triângulos-rosa”, milhares de homossexuais foram enviadas para campos de concentração pelo regime de Hitler.  Rudolf Brazda é o último sobrevivente gay de Buchenwald. Hoje com 97 anos, ele nos traz um relato ímpar, sustentado por um rigoroso trabalho de pesquisa histórica.

Em 2008, aos 95 anos, Rudolf Brazda decidiu sair do anonimato. Após a inauguração de um monumento às vítimas homossexuais do nazismo em Berlim, na Alemanha, ele pôs fim a longos anos de silêncio.

Surgia, então, aos olhos do mundo, o último sobrevivente conhecido dos quase dez mil homossexuais que estiveram nos campos de concentração nazista. Identificados como “triângulos-rosa”, milhares de gays foram caçados pelo regime de Hitler, embora até pouco tempo se negasse essa perseguição sistemática. Com a matrícula 7952, Rudolf ficou preso em Buchenwald de 1942 a 1945. No livro Triângulo rosa – Um homossexual no campo de concentração nazista (184 p., R$ 48,90), lançamento da Mescla Editorial, Jean-Luc Schwab, pesquisador e militante dos direitos dos homossexuais, conta em detalhe essa história. Sustentado por um rigoroso trabalho de pesquisa, ele reconstrói a vida de Rudolf, que se abre num depoimento marcado pela dor e pela esperança de quem sobreviveu aos horrores do nazismo.

A vida de Rudolf seguia seu curso agitada ao sabor dos imprevistos históricos e políticos de uma Europa em plena transformação. Nascido de pais tchecos no vilarejo de Brossen, perto Leipzig, na Alemanha, tinha apenas 20 anos quando os nazistas tomaram o poder. Definida a sua orientação sexual, ele viveu tranquilo nos primeiros anos de 1930. Em 1935, no entanto, o novo regime endureceu a lesgislação contra os homossexuais, reforçando os termos do parágrafo 175 do código penal. Começava, assim, o cadastramento de gays na Central do Reich. O objetivo: reprimir a homossexualidade. De acordo com as estimativas da época, em torno de cem mil pessoas foram fichadas, entre elas Rudolf e seus amigos.

Com a ascensão do nazismo, o período de relativa tolerância para com os homossexuais chegou ao fim. As investigações se multiplicavam para encontrar conhecidos ou presumidos. Rapidamente chegaram a Rudolf, que foi preso em 1937 sob a acusação de “luxúria antinatural”. Depois de seis meses de detenção, acabou expulso do território alemão e decidiu ir para a Tchecoslováquia – que, do ponto de vista do direito, ainda era a sua pátria.


Em Karlsbad, Rudolf esperava retomar a vida. Porém, em 1938, o regime de Hitler atravessou o seu caminho mais uma vez. Com a anexação da província dos Sudetos – onde fica Karlsbad -pelos nazistas, as leis alemãs passaram a ser aplicadas com rigor. Em pouco tempo, Rudolf foi preso novamente e condenado a 14 meses de prisão.

A pena foi cumprida integralmente, mas Rudolf não chegou a ser libertado. No auge do regime de Hitler, os campos de concentração se propagaram para abrigar prisioneiros de guerra, comunistas, social-democratas, judeus, testemunhas de jeová, ciganos e… homossexuais. Em 8 de agosto de 1942, ele foi mandado para Buchenwald. Durante três anos, num lento processo de desumanização, viveu e presenciou todo tipo de atrocidade. Certa vez, escondido sob o telhado, deitado de bruços sob o forro, ele e Fernand, um companheiro de prisão, presenciaram a execução de soldados soviéticos. “Acabamos nos habituando à ideia de morrer a qualquer instante. Não tínhamos medo de morrer e, se fôssemos pegos, poderia ter sido fatal. Ver gente morrendo nos deixava quase indiferentes, pois isso era constante no cotidiano. Hoje, choro toda vez que me lembro desses instantes terríveis, mas na época eu endureci para sobreviver… como os outros”.

A história de Rudolf Brazda é única sob vários aspectos. Além de constituir a face de uma verdade pouco documentada – a deportação por homossexualidade -, conta a vida de um grande otimista, cujo otimismo permaneceu intacto. “Suas várias gargalhadas e seu entusiasmo indefectível não podem ser separados de sua surpreendente longevidade. Uma distância e tanto das agruras do passado”, afirma o biógrafo Jean-Luc Schwab.

Para recompor a trajetória de Rudolf da maneira o mais exata possível, Schwab recorreu a várias centenas de horas de entrevistas com diferentes fontes. Também buscou auxílio nos documentos de época ainda sob a posse de Rudolf, no testemunho de pessoas que conviveram com ele ou com seus conhecidos e nas numerosas pesquisas pessoais em arquivos alemães, tchecos e franceses. A esse material, ele acrescentou diversas viagens aos antigos lugares ligados à vida e ao confinamento do biografado, entre as quais duas em companhia dele, em março e novembro de 2009.

“Trajetória atípica a de Rudolf, iniciada na Alemanha, passando pela Tchecoslováquia, depois pelo campo de concentração de Buchenwald, para enfim terminar na França. Em seu caminho, encontros com pessoas cuja vida mal se conhece, mas não menos marcantes. Para muitos, o percurso de Rudolf resultou da repressão de sua sexualidade pelos nazistas. Mas isso não o impediu de ter vida plena, com vários amigos e camaradas”, comenta Schwab. Alguns anos depois da libertação, em 1950, ele conheceu Edi, seu companheiro por quase meio século, que morreu em 2003, aos 73 anos. Rudolf, fiel até o fim, estava ao lado dele.
Quando lhe perguntam como vê a vida, do alto dos seus 97 anos, Rudolf declara com prazer: “Atingi uma idade avançada e vivi mais tempo do que meus irmãos e irmãs, assim como mais do que meus amigos e companheiros de deportação.


Passei quase 50 anos com meu querido Edi e hoje ainda consigo sempre satisfazer as minhas vontades sozinhos: faço a comida, as compras, lavo a roupa e arrumo a casa. Se Deus existe, ele foi particularmente bom comigo, porque tive uma vida feliz e plena. E, se eu tivesse de refazer tudo, não mudaria nada, nem mesmo Buchenwald”.

Autores

Rudolf Brazda, nascido na Alemanha em 1913 de pais tchecos, foi condenado duas vezes pelo regime nazista por ser homossexual e depois deportado para Buchenwald. Ele ficou preso no campo durante 32 meses, até sua libertação, ocorrida em 11 de abril de 1945, e fixou residência na França.

Jean-Luc Schwab, quando entrou em 2008 para uma associação dedicada ao reconhecimento da deportação de homossexuais, nem imaginava que o último sobrevivente dessas deportações mora bem perto dele, na região de Mulhouse (França). Assumindo o papel de confidente de Rudolf Brazda, ele tomou seu depoimento e o complementou com profunda pesquisa histórica.

Título: Triângulo rosa – Um homossexual no campo de concentração nazista
Autores: Jean-Luc Schwab e Rudolf Brazda
Tradução: Angela Cristina Salgueiro Marques
Editora: Mescla Editorial

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Promotor ironiza gays em documento.















Fonte: www.uol.com.br
Após afirmar que ladrão tem de ir pro inferno, Zagallo diz que homossexuais são abertos a experiências ardentes

Denúncia foi feita em processo de homicídio; procurado, promotor não quis se pronunciar

AFONSO BENITES
DE SÃO PAULO

Após escrever em uma denúncia que um policial civil deveria melhorar sua mira e mandar um ladrão para o inferno, o promotor Rogério Leão Zagallo, do 5º Tribunal do Júri de São Paulo, cunhou novas expressões polêmicas.
Agora, a denúncia de homicídio envolve dois homossexuais. O réu é o segurança Fábio Luiz dos Santos, 29. A vítima, o agente de modelos Jefferson Garbeline, 34, o Jeff.
Conforme o documento assinado por Zagallo, os dois se conheceram em uma boate frequentada por pessoas "modernas e abertas a novas experiências, sobretudo aquelas ardentes e capazes de ruborizar aos mais indiferentes moais da Ilha de Páscoa".
A denúncia, aceita pela Justiça, foi feita em abril deste ano e o crime ocorreu em março do ano passado.
O promotor escreveu ainda que Jeff era um "homossexual cheio de entusiasmo, de ardor e de vivacidade" e que levou o segurança para sua casa porque queria ser "penetrado" por ele.

ABICHORNAR
Segundo as investigações, o motivo do crime foi que o segurança não conseguiu ter ereção para transar com a vítima. Na interpretação de Zagallo, o segurança decepcionou a vítima que "queria, a todo custo, praticar a sodomia com seu algoz".
"Irresignado com a malsucedida iniciativa do penetrante denunciado, Jeff não se abichornou [acovardou] e, assumindo uma postura viril, começou a cobrar-lhe empenho para a reversão da derrocada", escreveu Zagallo.
Santos confessou o crime, mas alegou que agiu em legítima defesa porque fora atacado com uma faca.

DIRETO
Para Beto de Jesus, diretor da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), o promotor poderia ser direto em seus argumentos sem desrespeitar os dois envolvidos no crime.
"Essa atitude me causa escárnio. Se ele quiser fazer deleite para si mesmo, que escreva um livro, não faça isso em um documento judicial."
Para o diretor, o promotor zombou dos homossexuais e de sua prática sexual.
A coordenadora do Centro de Referência da Diversidade, Irina Bacci, afirma que para avaliar o posicionamento do promotor Zagallo, seria necessário analisar todo o processo judicial do qual essa denúncia faz parte.
"Ele pode ter querido criar uma licença poética ou ter agido de uma forma estúpida colocando cinismo e sarcasmo em seu texto só porque os dois envolvidos no crime eram homossexuais", disse.

OUTRO LADO
Procurado anteontem, Zagallo não quis se manifestar. A assessoria de imprensa do Ministério Público informou que o promotor já está sendo investigado pela Corregedoria da instituição.
A investigação começou na semana retrasada, depois de a Folha revelar que o promotor sugeriu para um policial melhorar sua mira para mandar bandido para o inferno. Nesse caso, o policial foi assaltado por dois homens armados e, ao reagir a disparos, matou um dos ladrões.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Radialistas Usam Meio de Comunicação para Ofender LGBTs

Com tom jocoso, piadas de baixo calão, agressões desnecessárias (incluindo termos como "bichinha sem vergonha"), os radialistas Caio Bortolan e Bruno Bortolan,  de uma rádio de Limeira desrespeitam os LGBTs, os chamam de "anormais" e dizem que o movimento está sufocando os héteros.

Tráta-se de mais um bando de ignorantes, de nível baixo que usa os meios de comunicação para falar asneiras. Não existe ditadura alguma, somente luta por equiparação de direitos e respeito. A questão não é ser querido e sim respeitado como cidadão. Ignorância é dizer que alguém se torna homossexual. Quem diz isto é porque não consegue conviver com os próprios desejos, não se conhece sexualmente. A dúvida é geradora do medo e do ódio, daí vem a vontade de negar, eliminar aquilo que se torna uma ameaça que vem corroer a mente dos fracos. A religião passa a fazer o papel de um pseudo-suporte, porém não passa de uma filosofia irracional, sem fundamentos éticos ou de cidadania. A religião é unilateral, burra, não discute os diversos lados das questões, isto sim é ditadura! Quem gostaria de viver verdades impostas? É preciso exercitar os diversos pensamentos e se apropriar daqueles que sua inteligência elege como diverso e democrático.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...