O cinesta Bruno Barreto está na batalha para captar recursos para o "Flores Raras", seu novo filme que contará a história de um romance lésbico entre a urbanista Lota Soares, que criou o projeto arquitetônico da aterro do Flamengo e a americana, Elizabeth Bishop. Por se tratar de um filme com temática homoafetiva, o cineasta está sentindo na pele a dificuldade em conseguir empresas que queiram investir na cultura inclusiva e de responsabilidade social. Os empresários brasileiros ainda são infantis e se utilizam das leis de incentivo cultural, não com a preocupação em promover arte, mas com a explícita intenção "marketeira".
Em entrevista ao jornal "Folha de São Paulo", Bruno, que convidou a atriz Glória Pires para ser uma das protagonistas, desabafou: "O Brasil é um país falsamente, aparentemente liberado. No fundo, é um dos países mais moralistas que existem, é racista. Não conseguimos um tostão de nenhuma empresa".
quarta-feira, 2 de maio de 2012
As dificuldades de captação para cultura.
O cinesta Bruno Barreto está na batalha para captar recursos para o "Flores Raras", seu novo filme que contará a história de um romance lésbico entre a urbanista Lota Soares, que criou o projeto arquitetônico da aterro do Flamengo e a americana, Elizabeth Bishop. Por se tratar de um filme com temática homoafetiva, o cineasta está sentindo na pele a dificuldade em conseguir empresas que queiram investir na cultura inclusiva e de responsabilidade social. Os empresários brasileiros ainda são infantis e se utilizam das leis de incentivo cultural, não com a preocupação em promover arte, mas com a explícita intenção "marketeira".
Em entrevista ao jornal "Folha de São Paulo", Bruno, que convidou a atriz Glória Pires para ser uma das protagonistas, desabafou: "O Brasil é um país falsamente, aparentemente liberado. No fundo, é um dos países mais moralistas que existem, é racista. Não conseguimos um tostão de nenhuma empresa".
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Peter De Rome
Recentemente, o produtor Jack Deveau montou uma coleção dos trabalhos do legendário e pioneiro diretor de filmes gays, Peter de Rome. Já o diretor inglês, Ethan Reid, lançou em março de 2012 o documentário: Fragments: The Incomplete Films of Peter De Rome, de 45 minutos, no BFI London.
Peter de Roma começou a fazer curtas eróticos nos anos 60, basicamente para uso próprio e para a diversão dos amigos. Após um dos seus filmes, Hot Pants, ganhar o primeiro prêmio no Festival de Amsterdam "Wet Dream", os interesses se voltaram para esse diretor.
O diretor, usando uma câmera Super-8 na década de 1960 em Nova York, desenvolveu seu próprio estilo de erotismo lúdico inspirado pelo clássico de Hollywood e do surrealismo artístico de Cocteau. Alguns dos seus filmes também sofreram influências dos estilos de correntes da estética da pop art.
Peter de Roma começou a fazer curtas eróticos nos anos 60, basicamente para uso próprio e para a diversão dos amigos. Após um dos seus filmes, Hot Pants, ganhar o primeiro prêmio no Festival de Amsterdam "Wet Dream", os interesses se voltaram para esse diretor.
O diretor, usando uma câmera Super-8 na década de 1960 em Nova York, desenvolveu seu próprio estilo de erotismo lúdico inspirado pelo clássico de Hollywood e do surrealismo artístico de Cocteau. Alguns dos seus filmes também sofreram influências dos estilos de correntes da estética da pop art.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Eleições na França
A pré-candidata a presidência da França nas eleições marcadas para 2012 Marine Le Pen se pronunciou contra o fato de que casais do mesmo sexo possam criar uma criança.
O atual presidente e também candidato a reeleição, Nicolas Sarkozy também diz que seu governo não outorgará o direito do casamento entre homossexuais na França. Mas o socialista François Hollande, que segundo pesquisas de opinião tem chances de derrotar o presidente Nicolas Sarkozy, é favorável a uma mudança de lei para torná-lo legal. Em contrapartida, a ONG francesa "SOS Homophobie" lançou cartazes com os candidatos sendo criados por famílias de mães lésbicas, a fim de intensificar a campanha pelo reconhecimento dessas famílias.
O atual presidente e também candidato a reeleição, Nicolas Sarkozy também diz que seu governo não outorgará o direito do casamento entre homossexuais na França. Mas o socialista François Hollande, que segundo pesquisas de opinião tem chances de derrotar o presidente Nicolas Sarkozy, é favorável a uma mudança de lei para torná-lo legal. Em contrapartida, a ONG francesa "SOS Homophobie" lançou cartazes com os candidatos sendo criados por famílias de mães lésbicas, a fim de intensificar a campanha pelo reconhecimento dessas famílias.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Ex-babá de Obama é transexual
FONTE: UOL e DA ASSOCIATED PRESS, EM JACARTA (INDONÉSIA)
Ex-babá do presidente dos EUA Barack Obama, a transexual Evie, 66, tornou-se uma celebridade instantânea na favela onde vive em Jacarta, Indonésia.
Equipes de TV se espremem dentro e fora de seu barraco minúsculo de concreto. Parentes que a renegavam finalmente querem a conhecer e ela ainda recebeu uma oferta de um trabalho promissor.
Evie nasceu homem, mas sempre se considerou uma mulher. Após suportar anos de abuso e ridicularização, ela decidiu que seria melhor guardar para si sua certeza e parou de fazer "cross-dressing".
Porém, desde que foi retratada em uma reportagem da agência de notícias Associated Press sobre as lutas das pessoas transexuais na Indonésia, país predominantemente muçulmano, Evie ganhou atenção.
O principal motivo é sua ligação com o agora presidente dos Estados Unidos.
"Depois de viver sem esperança por tanto tempo, como se estivesse trancada em um quarto escuro, agora sinto que a porta está aberta", disse Evie. "É como se os ventos do céu estivessem soprando esperança para mim."
"Até os meus parentes que nunca se importaram comigo agora estão vindo me ver."
Apesar de muitos recém-chegados à Indonésia serem surpreendidos pela relativa aceitação e difusão de transgêneros --vistos na TV e trabalhando em salões de beleza no país-- eles são normalmente objeto de escárnio.
"Sei que isso não vai durar muito tempo", disse Evie. "Mas acho que minha história pode ajudar as pessoas a abrir os olhos para nossos direitos."
Um professor americano na escola católica St. Peter, em Jacarta, Philip Myers, ficou tão tocado pela história de Evie que ele lhe ofereceu um emprego como cozinheira e empregada doméstica.
"Realmente não me importo se ela quer usar vestido ou calça. A aparência não é o problema. Seu coração que é importante", disse Myers.
Evie estava animada com a idéia. Mas, por enquanto, ela está muito sobrecarregada para pensar nisso. Durante um intervalo entre as entrevistas de TV em sua casa, ela disse que esperava que ele fosse paciente.
A ex-babá também disse que gostaria de saber de seu patrão anterior, mas não houve ainda nenhum comunicado da Casa Branca.
Evie começou a cuidar de Obama em 1969, quando ele tinha 8 anos e vivia na capital da Indonésia, com sua mãe, Ann Dunham. A família se mudou para o país dois anos antes, após Ann se casar com seu segundo marido, o indonésio Lolo Soetoro.
Evie brincava com Obama e o buscava na escola, trabalhava na casa vestida como um homem e diz que nunca deixou o menino vê-la em roupas femininas, embora os vizinhos se lembrem de vê-la sair de casa à noite como "drag queen".
As equipes de TV têm sido a principal interessada nesse breve período. Evie contou que, após a família Obama deixar a Indonésia, no início de 1970, ela recorreu à prostituição.
Nos anos que se seguiram, ela e seus amigos enfrentaram espancamentos regulares de guardas e soldados. Um dia, quase 20 anos atrás, viu o corpo de um de seus amigos em um canal de esgoto, Evie decidiu dar um basta.
Ela doou todos os seus vestidos, calças coloridas e sutiãs: estava pronta para viver como um homem.
Evie manteve a uma existência tranquila nas margens da capital da Indonésia, lavando roupa para fora, até os vizinhos serem surpreendidos com sua história com Obama.
"Eles vieram com câmeras de TV para entrevistá-la como se ela fosse uma estrela", disse Ayi Hasanah, 50, dona de casa que vive nas proximidades. "Esperamos que isso pode mudar sua vida. Porque sua vida parece ser muito difícil."
Ex-babá do presidente dos EUA Barack Obama, a transexual Evie, 66, tornou-se uma celebridade instantânea na favela onde vive em Jacarta, Indonésia.Equipes de TV se espremem dentro e fora de seu barraco minúsculo de concreto. Parentes que a renegavam finalmente querem a conhecer e ela ainda recebeu uma oferta de um trabalho promissor.
Evie nasceu homem, mas sempre se considerou uma mulher. Após suportar anos de abuso e ridicularização, ela decidiu que seria melhor guardar para si sua certeza e parou de fazer "cross-dressing".
Porém, desde que foi retratada em uma reportagem da agência de notícias Associated Press sobre as lutas das pessoas transexuais na Indonésia, país predominantemente muçulmano, Evie ganhou atenção.
O principal motivo é sua ligação com o agora presidente dos Estados Unidos.
"Depois de viver sem esperança por tanto tempo, como se estivesse trancada em um quarto escuro, agora sinto que a porta está aberta", disse Evie. "É como se os ventos do céu estivessem soprando esperança para mim."
"Até os meus parentes que nunca se importaram comigo agora estão vindo me ver."
Apesar de muitos recém-chegados à Indonésia serem surpreendidos pela relativa aceitação e difusão de transgêneros --vistos na TV e trabalhando em salões de beleza no país-- eles são normalmente objeto de escárnio.
"Sei que isso não vai durar muito tempo", disse Evie. "Mas acho que minha história pode ajudar as pessoas a abrir os olhos para nossos direitos."
Um professor americano na escola católica St. Peter, em Jacarta, Philip Myers, ficou tão tocado pela história de Evie que ele lhe ofereceu um emprego como cozinheira e empregada doméstica.
"Realmente não me importo se ela quer usar vestido ou calça. A aparência não é o problema. Seu coração que é importante", disse Myers.
Evie estava animada com a idéia. Mas, por enquanto, ela está muito sobrecarregada para pensar nisso. Durante um intervalo entre as entrevistas de TV em sua casa, ela disse que esperava que ele fosse paciente.
A ex-babá também disse que gostaria de saber de seu patrão anterior, mas não houve ainda nenhum comunicado da Casa Branca.
Evie começou a cuidar de Obama em 1969, quando ele tinha 8 anos e vivia na capital da Indonésia, com sua mãe, Ann Dunham. A família se mudou para o país dois anos antes, após Ann se casar com seu segundo marido, o indonésio Lolo Soetoro.
Evie brincava com Obama e o buscava na escola, trabalhava na casa vestida como um homem e diz que nunca deixou o menino vê-la em roupas femininas, embora os vizinhos se lembrem de vê-la sair de casa à noite como "drag queen".
As equipes de TV têm sido a principal interessada nesse breve período. Evie contou que, após a família Obama deixar a Indonésia, no início de 1970, ela recorreu à prostituição.
Nos anos que se seguiram, ela e seus amigos enfrentaram espancamentos regulares de guardas e soldados. Um dia, quase 20 anos atrás, viu o corpo de um de seus amigos em um canal de esgoto, Evie decidiu dar um basta.
Ela doou todos os seus vestidos, calças coloridas e sutiãs: estava pronta para viver como um homem.
Evie manteve a uma existência tranquila nas margens da capital da Indonésia, lavando roupa para fora, até os vizinhos serem surpreendidos com sua história com Obama.
"Eles vieram com câmeras de TV para entrevistá-la como se ela fosse uma estrela", disse Ayi Hasanah, 50, dona de casa que vive nas proximidades. "Esperamos que isso pode mudar sua vida. Porque sua vida parece ser muito difícil."
sexta-feira, 2 de março de 2012
Casal gay registra filha gerada in vitro
Casados legalmente há pouco tempo, Mailton e Wilson têm a filha registrada pelo mesmo juiz, em Pernambuco. O embrião foi gerado in vitro com a doação de um óvulo do banco de óvulos. O desenvolvimento se deu no útero de uma prima.
Foi concedido o registro da menina, com o nome dos dois pais, um passo importante na consolidação da família LGBT.
Foi concedido o registro da menina, com o nome dos dois pais, um passo importante na consolidação da família LGBT.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Maryland aprova o casamento gay

Maryland é o oitavo estado a aprovar o casamento gay. O governador democrata, Martin O'Malley, já disse que vai assinar a lei, que foi aprovada pelo Senado de Maryland por 25 votos a favor e 22 contra. Assim como os outros sete estados: Nova York, Connecticut, Iowa, Massachusetts, New Hampshire, Vermont e o Distrito de Columbia, casais de mesmo sexo podem se casar. Direitos iguais à diversidade e exemplo a ser seguido mundialmente. Outros estados como, Delaware, Hawaii, Illinois, New Jersey e Rhode Island, também permitem uniões civis entre homossexuais.
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