terça-feira, 8 de janeiro de 2013
A Violência do Fundamentalismo Cristão.

É triste saber que mais uma vez o fanatismo religioso vitimou quase 100 inocentes na Noruega. Há três dias o norueguês Anders Behring Breivik, de 32 anos, abriu fogo contra jovens que participavam do acampamento de verão do Partido Trabalhista, na ilha Utoeya, perto de Oslo.
O ataque, que deixou quase 100 mortos, ocorreu duas horas depois da explosão de um carro-bomba em Oslo, que matou outras sete pessoas.
Esses ataques na Noruega são os piores a atingir o continente europeu desde 2004, quando 191 pessoas morreram nos atentados aos trens de Madri, na Espanha, por grupos islâmicos extremistas.
Só que desta vez, tráta-se de um cristão fudamentalista, com princípios neo-nazista de ódio à imigrantes, muçulmanos e à diversidade racial.
Até quando o homem vai se destruir em nome de doutrinas religiosas, poder político e econômico?
É preciso deixar crenças e ódios de lado e lutar por uma sociedade de paz que aceite a diversidade de raça, origem e orientação sexual. Este é o lema pelo que os LGBTs lutam.
Ross Watson faz releitura de Obra de Crucificação de São Pedro

O artista australiano Ross Watson, para contestar a postura do Vaticano diante da homossexualidade e do uso de preservativos, criou uma releitura pós-moderna da "Crucificação de São Pedro" de Caravaggio. O artista escolheu ninguém menos que o porn star francês, François Sagat, como modelo para a sua obra. O resultado ficou lindo (confira foto).
Supremo Aprova União Gay por Unanimidade
Fonte: Folha de São PauloBRASÍLIA - Em julgamento histórico, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu ontem, de forma unânime, que não há diferença entre relações estáveis de homossexuais e heterossexuais. Os ministros disseram que ambas formam uma família.A decisão dá a casais gays segurança jurídica em relação a direitos como pensão, herança e compartilhamento de planos de saúde, além de facilitar a adoção de filhos.
Mesmo assim, os casais podem ter de ir à Justiça para ter tais direitos reconhecidos.A decisão permite ainda que o Congresso regulamente alguns temas, como casamento civil entre homossexuais.Em dois dias de julgamento, o tribunal julgou procedente duas ações que pediam a equiparação das uniões homoafetivas à união estável entre heterossexuais.Sete ministros disseram que os casais gays possuem os mesmos direitos e deveres. Neste sentido votaram o relator, Carlos Ayres Britto, e os colegas Luiz Fux, Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa, Ellen Gracie, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello."Por que o homossexual não pode constituir uma família? Por força de duas questões que são abominadas pela Constituição: a intolerância e o preconceito", afirmou Fux.Os ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Cezar Peluso, apesar de também reconhecerem a união gay, fizeram algumas ressalvas.Peluso, por exemplo, afirmou que a decisão não encerra todos os temas, que precisarão ser regulamentados pelo Congresso Nacional. "A decisão convoca o Poder Legislativo para colaborar com o Supremo Tribunal Federal."Apesar de não ter tratado dessas questões específicas e polêmicas, como o casamento civil ou a adoção, o voto majoritário possibilita a realização de tais práticas por casais gays, exatamente por iguala-los, sem qualquer restrição, aos heterossexuais."A equiparação [entre homossexuais e heterossexuais] é para todos os fins e efeitos, mas o legislativo está livre para fazer o que quiser. Foi um abrir de portas para a comunidade homoafetiva, mas não um fechar de portas para o Legislativo", disse Britto.Diferentemente de sessões recentes, como o caso da Lei da Ficha Limpa, ministros concordavam entre eles. Alguns magistrados ficaram emocionados, como Ayres Britto e Luiz Fux, que chegou a embargar a voz.
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